terça-feira, 5 de janeiro de 2010

O gosto do amor?

São poucos os loucos que amam de morrer de amor... O difícil, é, para mim, em minha loucura, acreditar que seja possível esse "morrer" sem matar.
Embora antropofagia seja parte de ritos tribais, e beijos sejam ato de carinho, ficando ambos, em seus conceitos, um tanto distanciados da ideia de instinto, a minha insanidade questiona. Enfim, não é difícil relacionar o ato de beijar com o mais sublime sentimento. No entanto, ninguém reconhece a voracidade antropofagica dos beijos.
No trânsito entre loucura e razão, volto a respeitar os obstáculos de consciência, e pensar que comer alguém, no sentido mais "puro" do verbo, é profano demais para aproximar-se da palavra amor. E o trânsito não para. E reconheço a overdose de afeição pelo ser humano que deve ocorrer no saborear da carne.
Acredito, que há, sim, o desejo de alimentar-se de um beijo. Embora, os humanos, diferenciando-se dos vampiros (personagem criado a partir de, penso eu, uma face oculta do homem) controlem-se, quem sabe, pela preservação da própria espécie?
Lembro, de ter ouvido em algum lugar, que, coerencia é coisa de psicopata. Ah, essa frase! Deve libertar a antropofagia instintiva presente nos que amam de morrer de amor, já que ser coerente o tempo todo, assimilando os valores religiosos de uma sociedade cristã e uma educação voltada para a valorização da vida, enfim, assimilar tudo o tempo todo, essa coerencia toda é coisa de psicopata. Libertemos nossos instintos então! Mas... a propósito, comer carne humana não é sociopatia também?

domingo, 8 de março de 2009

Mulher...


No corpo tenha o Sol

No coração a Lua

A pele cor de sonho

As formas de maçãs

A fina transparênciaD'uma elegância nua

O mágico fascínio

O cheiro das manhãs...

Fábio Júnior


Seria complicado escrever para todas as mulheres do mundo. Já que há, incrivelmente, um mundo em cada mulher.

Ela que acorda todo dia, e faz de tudo ao seu redor um pouco dependente, que conhece os sorrisos de quem ama, que chora pela ausência deles.

Mulher... grandes doses de sensibilidade, algumas de orgulho, é verdade. Ela que é muito maior que o tamanho do salto e indiscutivelmente mais elegante quando sorri.

Ela que não precisa sequer aprender a amar, porque mulher é amor! Ela que dentre todas as outras tem algo especial, diferente, capaz de encantar.

Ela que luta, ela que busca seu espaço em meio a uma sociedade que tem vergonha de admitir que tem o rosto Dela e precisa do trabalho Dela. Uma sociedade que não consegue aceitar que ela também é um ser humano, e erra.

Ela que deixou de ser uma boneca e se comporta como gente, sem perder a candura que lhe é própria.

Ela que é simplesmente mulher, para deixar o mundo mais bonito!



Feliz dia internacional da mulher a todas nós!


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Um pouco a cada dia


"Quando eu me perco, é quando eu te encontro.
Quando eu me solto, seus olhos me vêem.
Quando eu me iludo é quando eu te esqueço.
Quando eu te tenho, eu me sinto tão bem."
Detonautas
Do juízo que te resta, tiro um pouco a cada dia. Quero deixar-te perdido, seja na minúscula imensidão dos meus olhos ou na paisagem chuvosa que nós transformamos em espaço. Agora penso-te como a parte mais envolvente do meu mundo. E quanto ao nosso mundo, sou capaz de ver a forma como ele gira. Embalado pelas músicas que me lembram de ti.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Amigas para...

Amigas para assaltar a geladeira no meio da madrugada, para irritar-se por qualquer bobagem. Amigas para ter para quem pedir um abraço, ter uma mulher para achar linda sem qualquer resquiço de inveja.
Amizade para discutir, para sorrir, para falar dos romances, quase romances e não romances. Sinceridade. Nem sempre absoluta, mas sinceridade. É triste admitir que tudo que vai acontecendo na vida, acaba fazendo com que desacreditemos no amor, ou que prefiramos não acreditar nele. Mas no amor de amigo, e pricipalmente, de amiga, se deve aposta, sim.
Tem a amiga-prima, que é, na verdade, uma irmã, cuja nomenclatura é prima. A amiga ciumenta. A não muito confiável. A de infância. A mais velha. As conselheiras. As passageiras.
Mas com todas elas uma história. Algumas histórias, que poderia ser contada em muitas páginas, no entanto amizade não é para isso, e sim para completar o vazio das tardes, das manhãs, da vida, e não é bom pensar nas lembranças. É bom que a juventude não saia de nós. Amigas para falar dos mesmos assuntos quando tivermos 80 anos. E não esquecer de quando tínhamos 8.
Amigas para... tudo... para sempre!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Quero ouvir

Eu sei entender meias palavras, sim. Mas aprecio as inteiras. Gosto de ouvir cada letra, seja a frase agradável ou não.
Porque a vida não precisa ser eterna literatura e entrelinhas constantes. Mas é preciso a estabilidade das certezas,mesmo tão inconstantes que são.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009


A minha maior arma é agora o sorriso, para não ser vista chorar de raiva. Prefiro fingir-me indiferente. Entendo, sim. Mas não suporto. Não suporto algemas, tampouco ser tratada como criança, não queria ver o sol, e agora a lua, o relógio, tudo pelo ângulo deles. Se é que tem que ser assim, que seja. Não sem os meus ímpetos de rebeldia. Não sem as lágrimas escondidas. Não sem raiva. Camuflada pelo sorriso, mas raiva.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Sensação

Descobri que olhar no espelho é conhecer o que os outros conhecem, o que os outros tão somente conhecem.
O que sou é o que tu vês, bobagem dizer que sou sempre a mesma. Para cada um sou alguém. É como vêem que me definem. E se não vêem, não definem. Não saberia descrever-me, no entanto das descrições que já ouvi, consigo concordar com um pouco de todas.
Nunca guardara uma rosa dentro de um livro. Ainda quero o fazer. Porque entre rosas, livros e marcas do batom que acompanha-me, dá-se a vida.